BOTÕES!

Charles Henrique (Pânico)

Travesti do Profissão Repórter


Narcisa Tamborindeguy

Cortesia da Botãoteca.

"PREJUÍZOS COMPORTAMENTAIS"


Da série Releases Cretinos.

Durante a Copa do Mundo, a preocupação dos donos de pets aumenta. As comemorações com fogos de artifício, rojões e bombinhas assustam e podem estressar cães, gatos e aves. Medidas simples podem trazer conforto aos animais de estimação e torná-los mais adaptáveis ao barulho.

Caso queira saber mais sobre como os pets costumam se comportar diante de explosões de fogos de artifício, os prejuízos comportamentais que o barulho pode provocar nos animais de estimação e algumas dicas de como integrar o pet a um ambiente barulhento, por favor, sinta-se à vontade para contatar-me.

Os veterinários da XXXX poderão falar sobre o assunto e esclarecer o público dos cuidados especiais que o pet requer para fazer parte da torcida pentacampeã, rumo ao hexa!

ME AMARRO NESSA BASE



Aqui tem a história dessa música.

"SAGACIDADE DE ESCADAS"


As pessoas na França possuem uma expressão: "sagacidade de escadas". Em francês: esprit de l'escalier. Representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais.

Digamos que você está numa festa e alguém o insulta. Você precisa dizer algo. Então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. Mas no momento em que sai da festa...

Enquanto você desce as escadas, então - mágica. Você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. A réplica mais avassaladora. Esse é o espírito da escada.

O problema é que até mesmo os franceses não possuem uma expressão para as coisas estúpidas que você diz sob pressão. Essas coisas estúpidas e desesperadas que você pensa ou faz. Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.


Chuck Palahniuk, em Assombro.

DEZ ANOS ANTES


Contrariando as previsões, criei minha conta no Twitter. É o ócio das férias.

TREMENDA SURPRESA



Erasmo, 69 anos.

TRAILER RETRÔ (15) - O EXPRESSO DA MEIA-NOITE, 1978

CAÇA SIMBÓLICA


O açougue se tornou o moderno terreno de caça. Mas agora é a mulher quem leva para casa a "presa", enquanto o homem está empenhado numa caça simbólica, chamada "trabalho".

Extraído da obra de Desmond Morris.

DENNIS HOPPER, 1936 - 2010

ENTREVISTA: TOM ZÉ


Tom Zé chega hoje a Curitiba para fazer três apresentações do show O Pirulito da Ciência, uma retrospectiva de sua carreira. Seguem os highlights do longo papo que tivemos (a versão empacotada saiu aqui).

"Minha luta, desde o princípio, é no sentido de manter o ouvinte atento. Para isso, me esforço para sobrepor camadas de informação durante o show, para fazer um trabalho de corpo. Tem sido assim desde que me descobri incapaz de fazer uma música para o mainstream, uma música perfeita, regular. Não tenho o pathos do cantor. Cantar para mim é pouco. Não consigo me imaginar só cantando durante 50 minutos."

"Todo acontecimento artístico novo vem acompanhado de inovações técnicas. Na Itália do Renascimento, os artistas não fizeram aquela revolução sozinhos. Eles tiveram por trás fabricantes de tintas e telas que duram até hoje. No Brasil, tem sido a mesma coisa com a música. Eu me lembro que, quando surgiu o hi-fi, o pessoal que trabalhava com os Românticos de Cuba já concebia os arranjos para aproveitar o potencial daquele som. Quando o João Gilberto entrou no estúdio pela primeira vez, já tinha um técnico lá pronto para fazer aquilo, com um microfone dinâmico ideal para gravar a voz dele. E até hoje o Brasil tem muita gente competentíssima nessa área, ao contrário do que muitos artistas dizem."

"Às vezes, você vai no fundo do lodo e encontra uma flor. É o meu caso com 'Atoladinha'. Naquele espetáculo, naquela cerimônia social da qual o som do funk participa, a mulher é degradada. E aí vem uma música com um refrão que combate isso, que traz um lancinante grito de liberdade da mulher. Quando toca essa música, ninguém pensa em uma pessoa caminhando com cuidado na lama. A letra fala dos líquidos da sexualidade correndo pelo corpo com toda a liberade. Isso é uma maravilha do ponto de vista da saúde, e também uma rebeldia terrível contra igreja, contra tudo. Repito o que já disse: 'Atoladinha' é multirrefrão, microtonal e plurissemiótica."

"É natural o preconceito do brasileiro contra os gêneros de música mais populares. Somos uma sociedade que quer sair do campo e ir para a universidade. E isso é uma merda. Mas o nordestino, por exemplo, como observou Euclides da Cunha, procede como um cientista, apesar de ser analfabeto."

"Todo mundo gosta de sertanejo, porque fala das coisas simples e boas da vida. Mas, para justificar, inventaram agora esse sertanejo universitário. Puta que o pariu, hein?"

"Não tenho nada contra o brega, o popular. Só não faço meia dúzia de pagodes e músicas caipiras porque não sei fazer. Tenho inveja desses artistas."

"A utilização das leis de incentivo é uma questão ética, como tudo mais em que uma sociedade se envolve. Mas o fato é que quem tem mais fama, levanta mais dinheiro. E o que foi criado para garantir a chegada do novo, do experimental, do criativo fica sem espaço. É um aproveitamento meio imoral dos recursos públicos"

"Me perguntaram se eu queria ser anistiado. Mas eu estudei em escola pública desde o ginásio, ganhei uma bolsa para continuar na faculdade, almocei no restaurante universitário. Então eu acho, na verdade, que tenho um débito para com a nação. Não posso receber isso que você chama de 'bolsa ditadura'."

"Só falo sobre esses assuntos de leis de incentivo, de dinheiro público quando os jornalistas me perguntam. Meu negócio é enfrentar a realidade de peito aberto, sem ser queixoso. Porque quem é queixoso não faz nada. Eu, não. Eu tenho ideias para transmitir. Queixa não levanta um povo para trabalhar, não faz cócegas na imaginação das pessoas."

EXPERIÊNCIA


Feche a loja da discussão e do mistério. Abra a casa de chá da experiência.
Idries Shah

CUIDADO COM O QUE VOCÊ DESEJA



Dica do João: o Coiote e o Papa-Léguas segundo o criador de Family Guy.

Está no DVD Seth MacFarlane's Cavalcade of Cartoon Comedy. Tem para baixar aqui (e com legendas).

O BAÚ DO IVO


O Ivan, filho do Ivo Rodrigues (1949-2010), postou esse registro do encontro entre o eterno vocalista do Blindagem com os Novos Baianos. Muito legal.

Isso me lembrou de uma entrevista que fiz com a banda, em 2001, na ocasião dos 20 anos do lançamento do primeiro LP. Uma das maiores lembranças dos músicos dava conta, justamente, de um desses encontros célebres. No caso, uma noitada de audição do disco na companhia do Gil, que tocava em Curitiba e se hospedou na casa do Leminski.

Deve ter mais coisa boa nesse baú do Ivo, não?