Mostrando postagens com marcador a rede social. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador a rede social. Mostrar todas as postagens

NÃO SOU O PÚBLICO-ALVO


Os três leitores deste blog talvez não se enquadrem no público-alvo de O Discurso do Rei. Nem eu, para falar a real.

Mas senti que o pessoal mais "maduro" (no sentido cronológico mesmo) presente na pré-estreia curtiu bastante. O que reforça o contraponto com A Rede Social, apontado como seu maior rival no Oscar 2011.

Trata-se do típico "filmão inglês" de época. Acadêmico, tecnicamente impecável, com personagens nobres (no caso, o protagonista é o próprio monarca) e referências a Shakespeare. Um prato cheio para quem curte o gênero.

Da minha parte, valeu a pena pelo desempenho de gente grande da dupla Colin Firth e Geoffrey Rush. Principalmente do primeiro, com quem nunca simpatizei muito - até aqui.

Sempre lembrando, como já disse no tuíter, que a Academia é formada, basicamente, por votantes "maduros". Não se espante, portanto, se este aqui passar o rodo nas estatuetas.

GENIOZINHO BABACA


Se não fosse a mão boa do diretor David Fincher, A Rede Social seria um saco. Mas não é.

O filme sobre o "fenômeno Facebook" consegue ser intenso e envolvente. Principalmente depois dos primeiros 10 ou 15 minutos, meio confusos.

Ainda assim, fica a impressão de que poderia durar meia hora. Afinal, o eixo narrativo se concentra na chatíssima e previsível confusão judicial em que o criador do site se meteu graças a sua ética, digamos, distorcida.

Apresentado como um geniozinho babaca, Mark Zuckerberg atravessa a história sacaneando amigos e parceiros - e fingindo que não é com ele. Como os sacaneados são igualmente escrotos, fica tudo por isso mesmo.

Se este é o retrato da geração que vai tomar (ou já tomou) conta do mundo, estamos ferrados.