PERDIDO ENTRE OS PERDIDOS

Acompanhei com atenção toda essa onda de resgate de discos "perdidos" da MPB que rolou nos últimos anos.
Muita coisa boa acabou saindo em CD, mas um álbum interessantíssimo de 1976 ainda permanece obscuro: Sou Filho Dêsse Chão, do casal Eduardo Araújo e Silvinha.
A exemplo de outros astros roqueiros da época, Araújo pirou no Tropicalismo quando a Jovem Guarda começou a minguar. Caiu de cabeça na experimentação e iniciou uma fase musical marcada pela fusão de hard rock, progressivo, psicodelia, funk, baião, pontos de umbanda...
O ápice desse período é justamente o LP de 76, que traz Dominguinhos entre os convidados e revela o lado soul, quase gospel, de Silvinha.

Ignore a grafia tosca e a capa desenhada com lápis de cor (talvez a pior da história da música brasileira). Sou Filho Dêsse Chão esbanja um vigor, uma verdade ingênua que simplesmente se perdeu no tempo.
Apesar de ter em vinil, acabei baixando também. Daqui.
Marcadores:
1976,
eduardo araújo,
música,
silvinha,
sou filho dêsse chão
TRAILER RETRÔ (7) - DEPOIS DE HORAS, 1985
Marcadores:
depois de horas,
griffin dunne,
martin scorsese,
rosana arquette,
trailer retrô
O LUGAR DE SEAN NÃO É AQUI

Vou dar meu pitaco mesmo sem conhecer a fundo o caso Sean Goldman. Afinal, isto é um blog, certo?
Não me interessa discutir se a mãe do garoto o sequestrou ou não. Ela morreu e Sean tem um pai. E o pai quer ficar com ele. Nos EUA, país onde os dois nasceram.
"A criança perdeu os laços afetivos com o pai, que não veio atrás do filho depois da separação", alguém pode afirmar.
Então quer dizer que, por conta de 5 anos de afastamento, eles devem passar o resto da vida separados? David com certeza não é nenhum santo, mas está movendo mundos e fundos pela guarda do menino.
No mais, esse papo de que o garoto chegou a escrever um apelo ao Lula para ficar é jogo sujo. Com 9 anos, Sean não tem condições de escolher o que é melhor para ele.
Marcadores:
david goldman,
sean goldman
"TÁ TUDO ERRADO"
Marcadores:
cachorro,
cinema,
didi,
lupa,
lupércio,
os trapalhões,
os trapalhões nas minas do rei salomão,
renato argão
ÀS VEZES A GENTE ACORDA COM CADA MÚSICA NA CABEÇA... (7)
Luís Gonzaga Júnior encontra o tecnopop. Que dicção esquisita, não? Deve ser por isso que sempre lembro dele quando ouço a Céu.
Aqui tem o clipe "oficial", mas o áudio está bem ruim.
PSICOTWITTER

— Na hora do climax sexual fechamos os olhos. A sensação fortíssima nos envolve completamente. Mesmo a dois, o momento é de máxima solidão.
— Nos anos 60, os hippies se "adoçaram", copiando as mulheres. Nos 80, a moda se inverteu: grande erro delas imitarem o que, com razão, criticavam.
— Os generosos não usam o termo "egoísta". Sempre que me chamaram de egoísta foi por não ter feito a vontade de alguém mais egoísta que eu.
— O pessimista é tolo e o otimista também: já sabem que vai dar errado ou certo. O sábio é ter um discreto otimismo: persistência e esperança.
Flávio Gikovate também está no Twitter.
Marcadores:
flavio gikovate,
gurus,
psicologia,
twitter
BATEPRONTO: AVATAR
— Nem eu sabia que queria tanto ver Avatar. Até sonhei com isso de ontem para hoje. E nem achei o marketing tão agressivo...
— Foi a cabine de imprensa mais concorrida que já vi em Curitiba. Em São Paulo, li por aí, a fila dava voltas pelos corredores do shopping.
— Sempre achei esse negócio de 3D meio cafona, mas tive de me render à projeção do Imax.
— Falando em cafonice, o filme quase escorrega no tom new age. Reflexos de uma década pop marcada por O Senhor dos Anéis e Harry Potter.
— Como disse o Claudinho, você percebe que a imersão é total quando começa a achar a protagonista digital gata. Aliás, tem uma cena de "namoro" que chega a ser sexy mesmo.
— Tenho certeza de que o filme também funciona nas salas convencionais.
— Avatar contém um pouco de tudo o que o James Cameron já fez. O romantismo de Titanic, as máquinas de Aliens - O Resgate (e a própria Sigourney Weaver), o vilão frio de Exterminador do Futuro, o encantamento de O Segredo do Abismo...
— Há também uma mensagem de crítica aos "poderosos" que aparece em todos os seus trabalhos.
— Sam Worthington realmente será o próximo astro de Hollywood. Tem carisma e faz a linha "fortão sensível", como os conterrâneos Crowe e Jackman. Deve ser a água da Austrália.
— Cameron, mais uma vez, mexe com uma penca de arquétipos para fazer um filme universal. Mas os cínicos de plantão vão dizer que são clichês. E que a história é previsível.
— As 2 horas e 46 minutos voaram. Foi mais rápido do que Bastardos Inglórios.
— Se vai mesmo revolucionar toda a indústria do cinema? Não tenho a menor ideia. Só sei que, como entretenimento, é fantástico. Vou repetir a dose no fim de semana.
Marcadores:
avatar,
bate-pronto,
cinema,
james cameron,
sam worthington
UM PROGRAMA NADA "MÉDIO"
Estou produzindo uma reportagem para a FdL sobre funk carioca em Curitiba. Funk, digamos, popular, não a apropriação estética feita pelo Bonde do Rolê (nada contra, que fique claro).
Como "a verdade está lá fora", troquei o plantão de sábado por um pulo na Noite das Preparadas, último baile do ano na Sociedade Abranches. Na programação, muito som mecânico e a participação, ao vivo, do MC Jura e suas Causadoras do Funk. Conversei com o sujeito uns dias antes, mas sobre ele eu falo depois, na matéria que vai sair.
Por hora, dá para dizer que me diverti para caramba. Principalmente com o desembaraço do público, vindo de bairros afastados do Centro e cidades da Região Metropolitana como Almirante Tamandaré e Colombo. Para se ter uma ideia da farra, mulheres entravam de graça se estivessem de minissaia. Efeito Geisy total!
Cheguei sozinho, comprei uma cerveja (de garrafa, servida num copão de plástico) e me posicionei perto do gargarejo. O começo foi meio morno, como mostra o vídeo acima. A turma só se soltou mesmo no "momento Créu", quando o MC chamou umas doze garotas da platéia para mandar ver no palco.
A partir daí, a sacanagem tomou conta do lugar. E dá-lhe strip masculino, calcinhas fio-dental à mostra e a inacreditável dança da rã. Saí de lá às 3h, com uma dúvida na cabeça: como encarar uma balada "normal" depois dessa? Logo eu, que fico entediado só de pensar num show de rock alternativo com discotecagem modernosa.
Como diria Danuza: "O que me chateia é programa 'médio', sabe?".
Marcadores:
causadoras do funk,
créu,
danuza leão,
dança da rã,
folha de londrina,
funk carioca,
funk em curitiba,
geisy,
mc jura,
sociedade abranches
DA SÉRIE "BONZINHO NO GÊNERO"

Primeira protagonista negra da Disney, ambientação em Nova Orleans, retomada da animação tradicional...
A Princesa e o Sapo tem lá seus méritos, claro. Mas é aquele tipo de filme "competente" que não me fisga.
Ceci e Bia também não se empolgaram muito. Quem sabe em home video?
Marcadores:
a princesa e o sapo,
animação,
cinema,
disney
TRAILER RETRÔ (6) - OS GOONIES, 1985
Marcadores:
cinema,
os goonies,
richard donner,
steven spielberg,
trailer retrô
BALANÇO

Saiu o resultado daquela eleição dos discos da década. Para saber os ganhadores e quem votou em quem, comece por aqui.
Marcadores:
los hermanos,
marcelo costa,
melhores da década,
melhores do ano,
scream yell,
strokes
TORCEDORES, SIM
Toda vez que o pau come por causa de futebol, ouve-se o mesmo clichê: "Não são torcedores, e sim criminosos travestidos de torcedores".
Cair nesse lugar comum é o primeiro passo para não refletir honestamente sobre o problema. Porque os brigões de plantão são, sim, torcedores.
Torcedores alimentados por uma cultura de ódio, em grande parte motivada por dirigentes, técnicos, atletas e até mesmo pelos meios de comunicação. Ouça uma transmissão de rádio em Curitiba e diga se estou exagerando.
Mesmo os que não partem para as vias de fato vão ao jogo para urrar, xingar, extravasar suas frustrações. E ainda ensinam isso para os filhos.
É claro que há uma distância enorme entre zoar e brigar. Mas agir como um animal enjaulado num estádio de futebol não é, definitivamente, a minha concepção de um programa divertido.
A foto é do Theo Marques.
Marcadores:
coritiba,
fluminense,
futebol,
violência
TELECURSO

Eu, que nunca dei muita bola para o Caco Barcellos, hoje pago o maior pau para o Profissão Repórter - de longe, o melhor programa da Globo atualmente.
Ontem rolou o complemento da cobertura da reta final do Brasileirão. E a equipe matou a pau de novo, em mais uma daquelas aulas que não se tem na faculdade
Mesmo a parte de Curitiba, prejudicada pela inexperiência do foca, rendeu uma discussão interessante sob os limites da reportagem. De lambuja, mostrou o total despreparo dos seguranças do Couto Pereira, que tentaram proibir o time do Fluminense de se proteger no túnel dos árbitros.
Se você não viu, corre que tem aqui.
Marcadores:
caco barcellos,
coritiba,
fluminense,
futebol,
globo,
jornalismo,
profissão repórter
Assinar:
Postagens (Atom)
