
— Nem eu sabia que queria tanto ver Avatar. Até sonhei com isso de ontem para hoje. E nem achei o marketing tão agressivo...
— Foi a cabine de imprensa mais concorrida que já vi em Curitiba. Em São Paulo, li por aí, a fila dava voltas pelos corredores do shopping.
— Sempre achei esse negócio de 3D meio cafona, mas tive de me render à projeção do Imax.
— Falando em cafonice, o filme quase escorrega no tom new age. Reflexos de uma década pop marcada por O Senhor dos Anéis e Harry Potter.
— Como disse o
Claudinho, você percebe que a imersão é total quando começa a achar a protagonista digital gata. Aliás, tem uma cena de "namoro" que chega a ser sexy mesmo.
— Tenho certeza de que o filme também funciona nas salas convencionais.
— Avatar contém um pouco de tudo o que o James Cameron já fez. O romantismo de Titanic, as máquinas de Aliens - O Resgate (e a própria Sigourney Weaver), o vilão frio de Exterminador do Futuro, o encantamento de O Segredo do Abismo...
— Há também uma mensagem de crítica aos "poderosos" que aparece em todos os seus trabalhos.
— Sam Worthington realmente será o próximo astro de Hollywood. Tem carisma e faz a linha "fortão sensível", como os conterrâneos Crowe e Jackman. Deve ser a água da Austrália.
— Cameron, mais uma vez, mexe com uma penca de arquétipos para fazer um filme universal. Mas os cínicos de plantão vão dizer que são clichês. E que a história é previsível.
— As 2 horas e 46 minutos voaram. Foi mais rápido do que Bastardos Inglórios.
— Se vai mesmo revolucionar toda a indústria do cinema? Não tenho a menor ideia. Só sei que, como entretenimento, é fantástico. Vou repetir a dose no fim de semana.