SENSIBILIDADE PERDIDA


- Me chame quando estiver sozinho.
- Eu já estou sozinho.

Não se engane com a propaganda enganosa e o título brasileiro de Up in the Air, o terceiro filme do Jason Reitman (Obrigado por Fumar, Juno).

Amor sem Escalas não é uma comédia, muito menos romântica. Tem lá seus momentos engraçados, mas resvala na melancolia o tempo todo.

A história não é muito diferente do que já vimos em Jerry Maguire, O Turista Acidental e, mais recentemente, O Solista (só para ficar nos que eu lembro de cabeça agora).

A saber: um homem pragmático e blindado emocionalmente percebe que seu individualismo o isolou do resto do mundo - e vai tentar recuperar a sensibilidade perdida. Será que ainda há tempo?

Por falar em sensibilidade, destaco a do diretor, desde já um especialista em abordar temas urgentes sem apelar para o sensacionalismo. Outra qualidade dele é o trabalho com os atores. Vera Farmiga e, especialmente, Anna Kendrick são boas surpresas.

Sobre o Clooney, não há muito o que falar. É o tipo de ator inteligente, que conhece suas limitações e não se desgasta em registros desnecessários. Precisa mais?

Dizem que Amor Sem Escalas será o grande rival de Avatar no Oscar (já dançou no Globo de Ouro). Nos dois casos, o mote é a "desumanização" do homem. Um bate na tecla ecológica e o outro opta pela via dos relacionamentos pessoais.

Se tivesse de escolher, não teria a menor dúvida. Ficaria com James Cameron e seu filme "família" (a turma ainda não entendeu esse target). Mas não vou dar meus palpites sobre o Oscar sem ver Guerra ao Terror - o que farei ainda nesta semana.

3 comentários:

  1. Vi Guerra ao Terror (um salve para a internê) e achei muito bacana. O título em português é ridículo. É o filme de guerra em que o conflito faz apenas o famoso "pano de fundo".

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  2. Guerra ao terror... estou curiosa! Agora com as indicações vamos ter a chance de vê-lo no cinema, é isso mesmo?

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  3. É isso, Camila. Parece que estreia em fevereiro. Mas já tem em DVD. E na internet, claro. (hehe)

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